sexta-feira, 22 de setembro de 2023

É possível se comunicar com quem já morreu?


https://padrepauloricardo.org/blog/sera-possivel-comunicar-se-com-os-falecidos

Nós, cristãos católicos, acreditamos na imortalidade da alma e professamos nossa fé "na comunhão dos santos". Não seria possível, então, que os falecidos se comunicassem conosco?

Frei Boaventura Kloppenburg

Nós cristãos católicos admitimos e proclamamos a imortalidade da alma. Cremos na sua sobrevivência consciente logo depois da separação do corpo pela morte. Acreditamos que as almas dos falecidos continuam solidárias com os que ainda vivemos nesta peregrinação terrestre. Professamos nossa fé na comunhão dos santos. Podemos comunicar-nos com os falecidos mediante a oração invocativa.

Não seria possível, então, que os falecidos também se comunicassem conosco?

A doutrina cristã sobre a comunhão dos santos se refere à comunicação mútua de bens espirituais, no plano inteiramente imperceptível da fé. É certo que a Bíblia menciona várias vezes aparições perceptíveis de espíritos do além. Assim o evangelista Lucas nos relata que "o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando na casa onde ela estava, disse-lhe: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lc 1, 26-28). Jesus ressuscitado apareceu a Saulo a caminho de Damasco e falou com ele (cf. At 9). A Igreja aprovou aparições de Nossa Senhora em Lourdes e em Fátima.

Trata-se, nestes casos, evidentemente, de comunicações perceptíveis vindas do além. A fé cristã, por conseguinte, admite não somente a mera possibilidade de comunicações sensíveis, mas afirma fatos reais deste tipo de trato entre o além e o aquém.

Não devemos, porém, esquecer que Lucas nos informa que o Anjo "foi enviado por Deus". Quem negará a Deus todo-poderoso a capacidade de enviar-nos seus mensageiros?

Quando Deus manda, a iniciativa é sua; e a conseqüente manifestação do além toma para nós um caráter espontâneo.

Bem outra é a situação quando a iniciativa é nossa, querendo nós provocar alguma conversação com entidade do além. Quem pretende provocar a manifestação de algum falecido para dele receber mensagem ou notícia pratica um ato chamado pelos antigos de necromancia, expressão que vem do grego nekrós = falecido e mantéia = adivinhação. E quem intenta comunicar-se com o além com o fim de colocá-lo a serviço do homem realiza um ato já conhecido pelos antigos como magia. Quando a esperada ação da evocada entidade do além é a favor do homem ou para o bem, chama-se magia branca, mas será sempre "magia". E se for para o mal, será magia negra ou malefício, feitiçaria, bruxaria.

Tais comunicações provocadas do além, seja na forma de necromancia, seja na de magia (branca ou negra, pouco importa), são conhecidas também como evocação. Há diferença fundamental entre invocação e evocação: esta sempre pretende uma comunicação perceptível provocada por iniciativa do homem; aquela é apenas uma forma de prece ou súplica.

É evidente que a invocação é um ato bom e cristão, expressão da comunhão dos santos.

Mas que dizer da evocação?

Para esta pergunta recebemos da revelação divina resposta clara e insistente:

o Êxodo 22, 17: "Não deixarás viver os feiticeiros". Aqui, a palavra "feiticeiros" engloba todos aqueles que praticam qualquer tipo de evocação: necromantes e magos, sem excluir os que se entregam à magia branca. Deviam ser condenados à morte.

o Levítico 19, 31: "Não vos voltareis para os necromantes nem consultareis os adivinhos, pois eles vos contaminariam. Eu sou Iahweh, vosso Deus".

o Levítico 20, 6: "Aquele que recorrer aos necromantes e aos adivinhos para ter comunicação com eles, voltar-me-ei contra esse homem e o exterminarei do meio de seu povo". Portanto são condenados também aqueles que simplesmente consultam os necromantes.

o Levítico 20, 27: "O homem ou a mulher que entre vós forem necromantes ou adivinhos serão mortos; serão apedrejados, e o seu sangue cairá sobre eles".

o Deuteronômio 18, 10-14: "Que em teu meio não se encontre alguém que faça presságio, oráculos, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou evoque os mortos, pois quem pratica essas coisas é abominável a Iahweh, e é por causa dessas abominações que Iahweh teu Deus os desalojará em teu favor. Tu serás íntegro para com Iahweh teu Deus. Eis que as nações que vais conquistar ouvem oráculos e adivinhos. Quanto a ti, isso não te é permitido por Iahweh teu Deus".

o 2 Reis 17, 17, enumerando as infidelidades de Israel, pelos quais foi castigado: "... Praticaram a adivinhação e a feitiçaria e venderam-se para fazer o mal na presença de Iahweh, provocando sua ira. Então Iahweh irritou-se sobremaneira contra Israel e arrojou-o para longe de sua face…"

o 2 Reis 21, 6: descrição dos crimes do rei Manassés: "Praticou encantamentos e a adivinhação, estabeleceu necromantes e adivinhos e multiplicou as ações que Iahweh considera más, provocando assim a sua ira".

o Isaías 8, 19-20: o profeta se levanta contra aqueles que dizem: "Consultai os necromantes e os adivinhos que sussurram e murmuram".

o Destaque especial merece a consulta do rei Saul à necromante de Endor, narrada em 1 Samuel 28, 3-25. Estando em dificuldades na guerra contra os filisteus, e sem saber o que fazer, o rei Saul disse aos seus servos: "Buscai-me uma necromante para que eu lhe fale e a consulte". Informaram-lhe os servos que havia uma na localidade de Endor, ao sul do monte Tabor. Saul então disfarçou-se e, de noite, acompanhado de dois homens, foi à casa da necromante (os espíritas diriam "médium") e lhe pediu para evocar o falecido Samuel. Segundo o texto, Samuel de fato compareceu e disse a Saul: "Por que perturbas o meu repouso, evocando-me?" Saul respondeu: "É que estou em grandes angústias. Os filisteus guerreiam contra mim, Deus se afastou de mim, não me responde mais. Então vim te chamar para que me digas o que tenho que fazer". Respondeu Samuel: "Por que me consultas, se Iahweh se afastou de ti e se tornou teu adversário?" E lhe anunciou os castigos de Deus.

o Em Eclesiástico 46, 20 lemos a respeito deste caso de evocação: "Mesmo depois de morrer, (Samuel) profetizou, anunciou ao rei (Saul) seu fim, do seio da terra elevou sua voz para profetizar, para apagar a iniqüidade do povo". Segundo os textos citados, parece que se deve admitir que o falecido Samuel, evocado pela necromante de Endor, realmente compareceu. Todo o contexto, todavia, deixa evidente que se trata de caso excepcional, sendo a evocação não a causa, mas a ocasião aproveitada por Deus para autorizar o comparecimento do falecido profeta e anunciar os castigos ao rei desobediente e infiel. Deste episódio singular não se pode inferir que nos outros casos os necromantes e magos conseguissem de fato fazer comparecer os falecidos evocados.

o Aliás, em 1 Crônicas 10, 13-14, somos assim informados acerca do fim do rei: "Saul pereceu por se ter mostrado infiel para com Iahweh, não seguira a palavra de Iahweh e, além disso, interrogara e consultara uma necromante. Não consultou a Iahweh, que o fez perecer e transferiu a realeza a Davi, filho de Jessé".

Clara, repetida, enérgica e severíssima é, pois, a proibição divina de evocar os falecidos. E este mandamento divino não foi revogado na Nova Aliança. Eis alguns exemplos:

o Em Atos 13, 6-12, Paulo e Barnabé encontram em Patos um judeu "mago e falso profeta", que se opunha à missão apostólica dos dois. Paulo, repleto do Espírito Santo, lhe disse: "Filho do diabo, cheio de toda a falsidade e malícia, inimigo de toda justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor? Eis que agora o Senhor faz pesar sobre ti a sua mão".

o Em Atos 16, 16-18, Paulo, estando em Filipos, dá com uma jovem escrava "que tinha um espírito de adivinhação e obtinha para seus amos muito lucro, por meio de oráculos". Paulo disse ao espírito que estava na jovem: "Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo: sai desta mulher!" E o espírito saiu no mesmo instante.

o Em Atos 19, 11-20 descreve-se a atividade e a pregação de Paulo em Éfeso, com este resultado: "Muitos daqueles que haviam crido vinham-se confessar e revelar suas práticas. Grande número dos que se haviam dado à magia amontoavam os seus livros e os queimavam em presença de todos. E estimaram o valor deles em cinqüenta mil peças de prata". Deviam ser muitos os livros de magia! O fato de eles queimarem estes livros só se explica se admitirmos que o Apóstolo falou fortemente contra as práticas da magia.

o Na carta aos Gálatas (5, 20-21) declara o mesmo Apóstolo que os que praticam a magia "não herdarão o Reino de Deus".

o E São João, no Apocalipse, revela que a porção dos magos se encontra no lago ardente de fogo e enxofre (21, 8); e que, na hora do julgamento, os magos ficarão de fora da Cidade Eterna (22, 15).

Posteriormente, a Igreja sempre se manteve fiel a esta rigorosa interdição divina de evocar os falecidos. No último Concílio, o Vaticano II, em 1964, a Constituição Lumen Gentium, temendo que a doutrina sobre nossa comunicação espiritual com os falecidos pudesse dar azo a interpretações do tipo espiritista, acrescentou ao texto do n. 49 a nota n. 2 (no site do Vaticano, n. 147), "contra qualquer forma de evocação dos espíritos", coisa que, esclareceu a comissão teológica responsável pela redação do texto, nada tem a ver com a "sobrenatural comunhão dos santos". A comissão definiu então mais claramente o que se proibia: "A evocação pela qual se pretende provocar, por meios humanos, uma comunicação perceptível com os espíritos ou as almas separadas, com o fim de obter mensagens ou outros tipos de auxílio".

O Concílio Vaticano II nos remete então a vários documentos anteriores da Santa Sé (já no dia 27 de setembro de 1258 o papa Alexandre IV falara disso), principalmente à declaração de 4 de agosto de 1856 (cf. Denz. 2823-2825) e à resposta de 24 de abril de 1917 (cf. Denz. 3642). Na declaração de 4 de agosto de 1856, precisamente quando Allan Kardec se iniciava no espiritismo, era repetida a proibição de "evocar as almas dos mortos e pretender receber suas respostas". No documento de 24 de abril de 1917 se declarava ilícito "assistir a sessões ou manifestações espiritistas, sejam elas realizadas ou não com o auxílio de um médium, com ou sem hipnotismo, sejam quais forem estas sessões ou manifestações, mesmo que aparentemente simulem honestidade ou piedade; quer interrogando almas ou espíritos, ou ouvindo-lhes as respostas, quer assistindo a elas com o pretexto tácito ou expresso de não querer ter qualquer relação com espíritos malignos".

No dia 31 de março de 1892 a Santa Sé publicou sua resposta oficial a um caso imaginado de evocação no qual as circunstâncias descritas eram as mais favoráveis. Eis a exposição do caso, a pergunta e a resposta:

"Tito, depois de excluir qualquer comunicação com o mau espírito, tem o costume de evocar as almas dos defuntos. Costuma proceder da seguinte maneira: Quando está só, sem outra preparação, dirige uma prece ao príncipe da milícia celeste a fim de obter dele o poder de comunicar-se com o espírito de determinada pessoa. Espera algum tempo; depois, enquanto conserva a mão pronta para escrever, sente um impulso que lhe dá a certeza da presença do espírito. Expõe então as coisas que deseja saber e sua mão escreve as respostas a estas questões. Tais respostas concordam inteiramente com a fé católica e a doutrina da Igreja acerca da vida futura. Geralmente elas falam sobre o estado em que se encontra a alma do tal falecido, pedem sufrágios etc. É lícito proceder desta maneira?" — A resposta oficial, aprovada pelo papa Leão XIII, foi categórica: "O que foi exposto não é permitido".

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

As Sete Dores de Maria

 


Oração Inicial        

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores. Vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas necessidades e perigos. Alcance-nos, Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de vossas Dores e Lágrimas a graça. (Apresente aqui a graça desejada).

  1. Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o vosso coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece

    Ave-Maria… Glória…  

  2. Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvá-lo das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece.

    Ave-Maria… Glória…

  3. Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece.   

    Ave-Maria… Glória…

  4. Pela dor que sofrestes Quando vistes o teu filho Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece.                                   

    Ave-Maria… Glória…  


  5. Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina Graça, ouvi a nossa prece.

    Ave-Maria… Glória… 

  6. Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da cruz, Mãe dos pecadores, ouvi a nossa prece.

    Ave-Maria… Glória… 
                                                            
  7. Pela dor que sofrestes quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão, Senhora de todos os Povos, ouvi a nossa prece.

    Ave-Maria… Glória…

Oração Final        

Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de vossos sofrimentos e Vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu. Com Maria caminhemos rumo a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus!

 


A primeira sexta-feira do mês é dedicada à devoção ao Sagrado Coração de Jesus!

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem origem bíblica. O coração é uma das maneiras de falar do infinito amor de Deus pelos homens, amor este que encontra seu ápice no mistério pascal do Senhor. Para meditar acerca desta devoção podemos tomar o seguintes Evangelhos: Mt 11, 25-30; Lc 15, 1-10; Lc 15, 1-3.11-32; Jo 10, 11-18; Jo 15, 1-8; Jo 15, 9-17; Jo 17, 20-26.

Contudo, foi a partir de 1673, com as revelações do Coração de Jesus à Santa Margarida Maria Alacoque, que esta devoção se difundiu e como consequência se estabeleceu um apostolado para sua divulgação. Nestas visões Jesus revela à santa 12 promessas, a saber:

1ª - "A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração";

2ª - "Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado";

3ª - "Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias";

4ª - "Eu os consolarei em todas as suas aflições";

5ª - "Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte";

6ª - "Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos";

7ª - "Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias";

8ª - "As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção";

9ª - "As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição";

10ª - "Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos";

11ª - "As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração";

12ª - "A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna".

Na Solenidade de hoje, a Igreja concede ainda Indulgência plenária ou parcial (remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos), que pode ser lucrada para o próprio fiel ou aos defuntos como sufrágio. Para lucrar a Indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requer-se a recitação pública do Ato de reparação (dado abaixo) e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração (ao menos um Pai-nosso e uma Ave-Mria) nas intenções do Sumo Pontífice. Já para lucrar a Indulgência parcial, repete-se as condições acima descritas, excetuando-se que o Ato de reparação pode ser piedosamente recitado na oração pessoal.

Dulcíssimo Jesus

(Ato de reparação)

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o vosso amorosíssimo Coração.

Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa lei.

De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença pelos costumes e imodéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.

Oh! se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!

Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares.

Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.

Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até à morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Mistérios do Terço

Mistérios Gozosos – Segunda-feira e Sábadow4d

  1. Mistério Contemplamos – A Anunce2iação do Anjo e a Encarnação do Verbo no seio Puríssimo de Maria
  2. Mistério Contemplamos – A visitação de Maria a sua prima Santa Isabel
  3. Mistério Contemplamos – Nascimento do Menino Jesus, na gruta fria em Belém
  4. Mistério Contemplamos – A apresentação do Menino Jesus no templo, e a purificação de Maria
  5. Mistério Contemplamos – A perda e o encontro do Menino Jesus no templo discutindo com os doutores da Lei

Mistérios Luminosos – Quinta-feira

  1. Miewstério Contemplamos – Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo no rio Jordão
  2. Mistério Contemplamos – Primeiro milagre de Nossdso Senhor Jesus Cristo transformando a água em vinho nas bodas de Caaná.
  3. Mistério Contemplamos – Anunciação do Reino de Deus e o convite de à conversão.
  4. Mistério Contemplamos – A transfiguração de Nosso Senhor no Monte Thabor
  5. Mistério Contemplamos – A Instituição da Eucaristia na Última Ceia

Mistérios Dolorosos – Terça e Sexta-feira  

  1. Mistério Contemplamos –  A oração e agonia no Hore2eqto das Oliveira
  2. Mistério Contemplamos – Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo
  3. Mistério Contemplamos –  A coroação de espinewhos de Nosso Senhor Jesus Cristo
  4. Mistério Contemplamos – Nosso Senhor carregando a Cruz nas costas à caminho do Calvário
  5. Mistério Contemplamos – A Crucifixão e mortes de Nosso Senhor Jesus Cristo

Mistérios Gloriosos – Quarta-feira e Domingo

  1. Mistério Contemplamos – A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
  2. Mistério Contemplamos – A Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo
  3. Mistério Contemplamos – A descida do Espírito Santo a Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Santo Cenáculo
  4. Mistério Contemplamos – A Assunção de Nossa Senhora aos Céus de corpo e alma
  5. Mistério Contemplamos – A Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu  e da Terra dos Anjos e dos Homens.

Novena tradicional a Nossa Senhora da Conceição


 

Pe Paulo Ricardo

Orações Preparatórias

Vinde, Espírito Santo, enchei o coração dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado.

E renovareis a face da terra.

Oremos. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos amar, no mesmo Espírito, o que é reto e gozar sempre a sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Ó Virgem puríssima concebida sem pecado, desde o primeiro instante toda bela e sem mancha. Ó gloriosa Maria, cheia de graça e Mãe de meu Deus, Rainha dos anjos e dos homens. Humildemente vos venero como Mãe do meu Salvador, que, sendo Deus, me ensinou com sua estima, respeito e submissão a vós a honra e a homenagem que vos devo prestar. Dignai-vos acolher-me a mim, que nesta novena a vós me consagro. Sendo vós refúgio seguro dos pecadores arrependidos, tenho razão para recorrer a vós; sendo Mãe de misericórdia, não podeis não vos compadecer de minha miséria; sendo, depois de Jesus Cristo, toda a minha esperança, não podeis não vos agradar da tenra confiança que em vós tenho. Fazei-me digno de chamar-me vosso filho, a fim de que possa dizer com confiança: Mostrais que sois Mãe. 

— Em seguida, reza-se uma Ave-Maria, um Glória e a oração do dia:

Primeiro dia

Eis-me aqui aos vossos pés santíssimos, ó Virgem Imaculada. Alegro-me grandemente convosco, eleita desde a eternidade para ser Mãe do Verbo eterno e preservada da culpa original. Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que vos enriqueceu com este privilégio em vossa Conceição, e suplico-vos humildemente que me alcanceis a graça de vencer as tristes sequelas que em mim deixou o pecado original. Fazei que eu as supere e não deixe mais de amar ao meu Deus. — Em seguida, reza-se o hino abaixo (ou a ladainha de Nossa Senhora):

Toda bela sois, Maria.

Toda bela sois, Maria.

E sem a mancha original.

E sem a mancha original.

Sois a glória de Jerusalém.

Sois a alegria de Israel.

Sois a honra do nosso povo.

Sois a Advogada dos pecadores.

Ó Maria.

Ó Maria.

Virgem prudentíssima.

Mãe clementíssima.

Rogai por nós.

Intercedei por nós ao Senhor Jesus Cristo.

Em seguida, reza-se:

Em vossa Conceição, ó Virgem, fostes imaculada.

Rogai por nós ao Pai cujo Filho destes à luz.

Oremos. Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem Maria preparastes uma digna morada para o vosso Filho e em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo a preservastes de toda mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Ó Deus, pastor e guia de todos os fiéis, olhai propício para o vosso servo N., que constituístes pastor de vossa Igreja; dai-lhe, nós vos pedimos, servir por palavra e exemplo aqueles a quem governa, a fim de alcançar a vida eterna com o rebanho que lhe foi confiado. Ó Deus, nosso refúgio e fortaleza, ouvi as piedosas súplicas de vossa Igreja, Vós que sois o autor da piedade, e concedei-nos alcançar eficazmente o que com confiança vos pedimos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Segundo dia

Ó Maria, lírio imaculado de pureza, alegro-me convosco, que desde o primeiro instante de vossa Conceição fostes cumulada de graça e recebestes o uso perfeito da razão [2]. Dou graças e adoro à Santíssima Trindade, que vos concedeu dons tão sublimes. Confundo-me todo diante de vós, vendo-me tão pobre de graça. Vós, que fostes plenamente cumulada de graça celeste, fazei-me participar e compartilhar dos tesouros de vossa Imaculada Conceição.

Terceiro dia

Ó Maria, rosa mística de pureza, alegro-me convosco, que em vossa Imaculada Conceição triunfastes gloriosamente da serpente infernal e fostes concebida sem a mancha do pecado original. Dou graças e louvo com todo o coração à Santíssima Trindade, que vos concedeu tal privilégio, e vos suplico que me alcanceis a força para superar todas as insídias do inimigo infernal e não manchar com o pecado a minha alma. Ajudai-me sempre e fazei-me, com vossa proteção, triunfar sempre do inimigo comum de nossa eterna salvação.

Quarto dia

Ó Imaculada Virgem Maria, espelho de pureza, encho-me de sumo gozo ao ver que vos foram infusos desde a vossa Conceição os dons mais sublimes e perfeitos de virtude e também todos os dons do Espírito Santo. Dou graças e louvo à Santíssima Trindade, que vos favoreceu com estes privilégios, e vos suplico, ó Mãe benigna, que me alcanceis a prática da virtude e a graça de tornar-me digno de receber os dons e a graça do Espírito Santo.

Quinto dia

Ó Maria, lua reluzente de pureza, alegro-me convosco, pois o mistério de vossa Imaculada Conceição foi o início da salvação de todo o gênero humano e a alegria do mundo inteiro. Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que assim vos engrandeceu e glorificou, e vos suplico que me alcanceis a graça de saber aproveitar-me da paixão e morte do vosso Jesus. Que não seja para mim inútil o Sangue derramado na cruz, mas que eu viva santamente e me salve.

Sexto dia

Ó Maria Imaculada, estrela esplendorosa de pureza, alegro-me convosco, porque a vossa Imaculada Conceição foi motivo de grandíssima alegria para todos os anjos do paraíso. Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que vos enriqueceu de tão belo privilégio. Fazei-me entrar um dia nesta alegria e poder, na companhia dos anjos, louvar-vos e bendizer-vos eternamente.

Sétimo dia

Ó Maria Imaculada, aurora nascente de pureza, alegro-me convosco, admirado de que no momento mesmo de vossa Conceição fostes confirmada em graça e tornada impecável. Dou graças e exalto à Santíssima Trindade, que vos distinguiu somente a vós com este particular privilégio. Impetrai-me, ó Virgem santa, um total e contínuo horror ao pecado, mais do que a qualquer outro mal, e que eu prefira antes morrer que voltar a pecar.

Oitavo dia

Ó Virgem Maria, sol sem mancha, alegro-me convosco, cheio de gozo por terdes recebido de Deus em vossa Conceição uma graça maior e mais copiosa que a alcançada por todos os anjos e santos no auge de seus méritos. Dou graças à Santíssima Trindade, admirado da suma beneficência com que vos dispensou este privilégio. Fazei-me corresponder à graça divina e a dela não mais abusar. Transformai-me o coração e fazei que eu me arrependa desde agora de minhas culpas.

Nono dia

Ó Maria, Virgem Imaculada, luz viva de santidade, exemplo de pureza e Mãe minha. Vós, apenas concebida, adorastes profundamente a Deus e lhe rendestes graças, já que por meio de vós, desfeita a antiga maldição, derramou-se a maior bênção sobre os filhos de Adão. Fazei que esta bênção acenda em meu coração um amor ardente a Deus. Inflamai-o vós, para que eu o ame constantemente e dele goze depois para sempre no paraíso, onde poderei dar-lhe graças mais ardentemente pelos singulares privilégios que vos concedeu e gozar de vós coroada de tanta glória.